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Tipos de Câncer

Câncer Primário
de Fígado

Geral

O hepatocarcinoma (ou carcinoma hepatocelular – CHC) é o câncer primário do fígado, ou seja, o câncer derivado das principais células do fígado – os hepatócitos. Como o demais cânceres, surge quando há uma mutação. Essa mutação pode ser causada por algum agente externo (como o vírus da hepatite B) ou pelo excesso de multiplicações das células (como a regeneração crônica nas hepatites), o que aumenta o risco de surgimento de erros na duplicação dos genes.

O hepatocarcinoma é o quarto câncer mais comum no mundo, com incidência anual de 250 mil a 1 milhão de novos casos ao ano. Sua incidência é maior em países com maior incidência de fatores de risco, como na Ásia, pela altíssima incidência de hepatite B. Com a redução na incidência da hepatite B pela vacinação em massa nos países mais afetados, a incidência está diminuindo. No entanto, graças à epidemia global de hepatite C nas últimas décadas, associada à epidemia de esteato-hepatite não alcoólica (associada à obesidade), a incidência está aumentando no Ocidente.

É mais comum em homens, independente da etnia, na proporção de 4:1, entre a 8ª e 9ª décadas de vida, observando-se recentemente redução progressiva da idade média, interpretada como secundária ao aumento proporcional da doença em portadores de hepatite C.

Sintomas

Os sintomas não são específicos e estão relacionados mais diretamente ao comprometimento da função do fígado e geralmente já indicam a presença de câncer avançado: dor abdominal (entre 40% e 60%), tumoração palpável no abdome à direita, distensão, falta de apetite, icterícia, ascite, emagrecimento, mal-estar, sonolência (por encefalopatia hepática) e hemorragia digestiva.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito através de exames de imagem, marcadores tumorais (exame de sangue) e anátomo-patológico (biópsia). Outros exames que se pode realizar para o diagnóstico:

Ultrassonografia (ecografia): exame facilmente disponível e capaz de avaliar adequadamente o fígado em todo o seu volume;

Ultrassonografia com tecnologia de doppler, power doppler ou com contraste: aumenta a sensibilidade (capacidade de detecção) e especificidade (capacidade de diferenciar nódulos benignos de malignos) do exame. Também permite identificar a presença de invasão vascular, importante para a avaliação prognóstica e definição de possibilidades de tratamento;

Exames de tomografia computadorizada e de ressonância nuclear magnética: especialmente o segundo exame é capaz de detectar lesões pouco menores e diferenciar com maior segurança nódulos malignos de nódulos benignos de regeneração.