Acompanhe a Artha nas Redes Sociais
Central de atendimento (51) 3545.7700 / 99833.8954
Agende sua Consulta
Tipos de Câncer

Câncer de Cabeça
e Pescoço

Geral

Os tumores malignos de cabeça e pescoço correspondem a 3% de todos os tipos de câncer. Os cânceres de cavidade oral e laringe são um dos tumores mais comuns dessa região, e mais de 60% deles ocorrem na glote.

Em suas fases iniciais, o câncer de cabeça e pescoço costuma ter crescimento lento. Pode se instalar já como lesão maligna ou se originar a partir de lesões pré-malignas . Com o crescimento, o tumor primário invade os tecidos da vizinhança.

Nas fases mais avançadas suas células podem migrar para os linfonodos cervicais e cair na circulação sanguínea, atingindo órgãos distantes: pulmões, fígado, ossos etc.

Fatores de Risco

• Tabagismo e álcool: são os grandes responsáveis pela maioria das lesões malignas de cabeça e pescoço, especialmente quando associados. Fumantes que exageram na bebida apresentam risco de 40 a 100 vezes maior de desenvolver a doença. Quanto mais prolongado e intenso for o uso de álcool e fumo, maior o risco. No fumo, seja ele consumido em cigarros, charutos ou cachimbos, a nicotina é inalada juntamente com cerca de seis mil substâncias resultantes da combustão. A nicotina pura não causa câncer, mas participa indiretamente da formação de tumores malignos em conjunto com as 70 substâncias cancerígenas existentes na fumaça do cigarro. Quem fuma cigarros de baixos teores corre o mesmo risco do quem fuma os mais fortes. Bebidas destiladas causam maior irritação e dano aos tecidos, porque têm maior teor alcoólico.

• Papilomavírus humano (HPV): recentemente foi demonstrado que o HPV, vírus associado ao câncer de colo de útero e ao carcinoma de pênis, também pode provocar tumores malignos na região da cabeça e do pescoço, especialmente na orofaringe.

Entre os fatores que contribuem para o aparecimento desse tipo de câncer estão:

• Lesões pré-malignas: as duas mais frequentes são as leucoplasias e as eritroplasias. As leucoplasias são lesões de cor branca, que podem surgir na superfície das mucosas dos lábios, língua, pregas vocais ou em outras localizações. Em 20% dos casos, já apresentam áreas de transformação maligna no momento em que são diagnosticadas. As eritroplasias são lesões avermelhadas, que em 80% dos casos estão associadas a tumores malignos.

Tanto as leucoplasias como as eritroplasias podem conter alterações classificadas como displasias, lesões pré-malignas que podem ser leves, moderadas ou graves. As displasias podem evoluir para lesões malignas localizadas, que não invadem os tecidos vizinhos, conhecidas como carcinoma in situ. Sem tratamento, o carcinoma in situ eventualmente se torna invasivo, penetra os tecidos vizinhos e se espalha por outros órgãos.

• Depressão imunológica: pacientes que receberam transplantes de órgãos e tomam imunossupressores para evitar rejeitá-los, portadores do vírus HIV e outros portadores de deficiências imunológicas têm maior probabilidade de desenvolver câncer de cabeça e pescoço.

• Infecção pelo vírus Epstein-Barr: os carcinomas associados ao vírus Epstein-Barr costumam localizar-se na nasofaringe e ocorrem especialmente em pacientes de origem oriental.

Sintomas

Nas fases iniciais, os tumores podem ser assintomáticos. Entretanto, à medida que vão se desenvolvendo, costumam causar os seguintes sinais e sintomas como:

• Manchas brancas na boca

• Dor

• Lesão ulcerada ou com sangramento e cicatrização demorada

• Nódulos no pescoço presentes por mais de duas semanas

• Mudanças na voz, além de rouquidão persistente

• Dificuldade para engolir

Sintomas gerais:

Diminuição do apetite, cansaço, palidez, febre e dor podem surgir mesmo na fase em que a doença ainda está localizada.

Sintomas gerais da doença avançada com comprometimento de outros órgãos:

Falta de ar e tosse são sintomas frequentes nos casos em que ocorre disseminação para os pulmões, e dores ósseas ou fraturas podem ser causadas por metástases ósseas.

Diagnóstico

O principal exame para detecção é a observação direta da lesão através da abertura da boca, usando abaixador de língua (palito de madeira e lanterna), no caso de uma lesão da cavidade oral, local mais frequente dos tumores de mucosa.

Em tumores mais profundos, como os de laringe, hipofaringe e nasofaringe, é necessário o emprego do nasofibrolaringoscópio, aparelho que dispõe de uma fibra óptica dotada de uma luz intensa na extremidade, para permitir a visualização da cavidade nasal (nasofibroscopia), faringe e laringe (laringoscopia).

Encontrada a lesão suspeita, a biópsia é obrigatória e deve ser realizada sem perda de tempo, geralmente sob anestesia local. O material retirado será encaminhado para exame microscópico (anatomopatológico). [relacionados]

Às vezes, são necessários exames auxiliares para chegar ao diagnóstico, como: Ultrassonografia; Radiografia panorâmica de mandíbula; Tomografia computadorizada; Ressonância nuclear magnética e PET-TC.

Esses exames são mais utilizados em caso de tumores maiores, que eventualmente tenham atingido linfonodos do pescoço ou invadido estruturas vizinhas, como os ossos e as cartilagens da região.

Prevenção

Profissionais de saúde da família, assim como dentistas, são fundamentais para o diagnóstico das lesões iniciais, fase em que os índices de cura se aproximam de 100%.

Além de parar de fumar e beber, a estratégia preventiva mais importante no caso dos tumores de cabeça e pescoço é tratar precocemente lesões pré-malignas, como leucoplasias, eritroplasias, displasias e carcinomas in situ.

Outra forma eficaz de prevenção é adotar hábitos saudáveis, como não fumar e nem consumir bebidas alcoólicas em excesso, já que mais de 60% desses tipos de câncer estão associados ao etilismo.